Cidade Saudável, por que não Bertioga?

Quando falo em Cidade Saudável não é apenas uma construção de duas palavras bonitas; falo em Urbanilidade genuína, ou seja, um conjunto de qualidades que tornam o espaço urbano mais agradável, funcional, socialmente vibrante, harmonioso e humanizado. A arte de viver bem em uma cidade que não destrói os espaços preservados.
Bertioga, 34 anos! O processo de urbanização se acentua nas últimas duas décadas, observa-se daí a transformação do perfil da cidade litorânea. Foram “acontecendo” núcleos de população, no centro do município e se espalhando até no extremo norte e extremo Sul. Essa composição não é diferente de do restante do país. Hoje, vivemos nesse universo globalizado que, mais do que nunca, se faz necessário compreender a dinâmica populacional, tanto no que se refere aos processos de migração, quanto aos arranjos socioespaciais e as adaptações das condições de vida, como a saúde, educação e trabalho. A partir da análise dessa dinâmica, faz-se necessário estudos mais aprofundados para que seja possível a tomada de decisões sobre intervenções públicas relacionadas aos problemas reais.
Como nossa cidade pode se tornar referência dentre tantas outras transformando-se numa CIDADE SAUDÁVEL?
Conhecer os fenômenos que possibilitem esse caminhar faz com que a cidade não corra atrás do rabo gastando energia apenas em purpurinas, mas sim em soluções permanentes, considerando, mais dos que os fatores superficiais, o bem-estar humano. Para tanto, é necessário que a gestão invista em conhecimento transversal e multidisciplinar, que requer metodologia, em formulações estratégicas envolvendo verdadeiramente a população, e deixar de lado a política do “pão e circo”.
É preciso ampliar a definição de “SAÚDE”, permitindo a integração de diversos sentidos, incluindo o desenvolvimento tecnológico e a inovação, evitando, assim, o que vemos normalmente: apenas reparações superficiais nas “doenças”.
Nos próximos dias vamos conversar mais sobre as cidades saudáveis. Inté!

















