Justiça na Costa Sul: Polícia Civil captura último suspeito do assassinato brutal do Professor Jucimar
SÃO SEBASTIÃO – Em uma operação coordenada pelo 2º Distrito Policial de Boiçucanga, a Polícia Civil de São Paulo efetuou, na manhã de quarta-feira (28/01/2026), a prisão de um homem identificado pelas iniciais G.S.M. Ele era o último suspeito foragido envolvido na morte do professor Jucimar Barreto, crime que chocou o litoral norte em setembro de 2025.
A Prisão em Camburi
O suspeito foi localizado no bairro de Camburi após meses de monitoramento e trabalho de inteligência. G.S.M. estava com um mandado de prisão temporária em aberto desde o final do ano passado. De acordo com os agentes, ele não ofereceu resistência no momento da abordagem.
A ficha criminal de G.S.M. revela um rastro de violência que se estende para além do caso do educador:
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Homicídios: Além da morte de Jucimar, ele é o principal suspeito do assassinato de um ambulante em Juquehy, ocorrido em dezembro de 2025.
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Roubos: O indivíduo confessou a participação em pelo menos três assaltos à mão armada na região de Juquehy entre dezembro e janeiro.
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Narcotráfico: Já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas.
Relembre o Caso: Crueldade e Comoção
O Professor Jucimar Barreto, de 44 anos, era uma figura central na educação da Costa Sul. Atuava como vice-diretor da Escola Estadual Dulce César Tavares (Maresias) e lecionava geografia em um colégio particular em Boiçucanga.
Cronologia da Tragédia
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18 de Setembro de 2025: Jucimar desaparece após sair do trabalho.
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24 de Setembro de 2025: Após buscas intensas, o corpo é localizado em uma área de mata fechada no fundo do bairro Piavu, em Camburi.
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A Apreensão Inicial: No mesmo dia em que o corpo foi achado, dois adolescentes foram apreendidos e confessaram a participação.
Detalhes do Crime
A investigação revelou requintes de crueldade. Jucimar foi assassinado com golpes de machado. Quando localizado, o corpo estava parcialmente enterrado, com a cabeça exposta e os olhos vendados, o que a polícia classificou como uma "execução de extrema violência".
Motivação fútil: O crime foi motivado por questões patrimoniais. Os adolescentes envolvidos possuíam dívidas com o tráfico local (a "biqueira") e planejaram roubar o carro do professor. Como Jucimar reconheceu dois dos agressores, os criminosos decidiram assassiná-lo para evitar a identificação.
Desdobramentos Jurídicos
Com a captura de G.S.M., a Polícia Civil encerra uma importante etapa do inquérito. O preso foi conduzido à unidade policial e permanece à disposição da Justiça, onde responderá por latrocínio (roubo seguido de morte), homicídio qualificado e roubo majorado.
A comunidade escolar de São Sebastião, que realizou diversas homenagens ao professor na época do crime, recebeu a notícia da prisão como um passo fundamental para que a justiça seja plenamente feita.

















