Com quatro astronautas a bordo, a cápsula Orion da NASA realiza o primeiro voo tripulado do programa que promete estabelecer uma base permanente no satélite natural.
Por Redação | 5 de abril de 2026
O céu não é mais o limite; agora, ele é o caminho. Neste exato momento, a cápsula Orion, impulsionada pelo colossal foguete SLS (Space Launch System), corta o espaço profundo em direção à Lua. A missão Artemis II, lançada no último dia 1º de abril, marca o retorno histórico de seres humanos à vizinhança lunar após mais de meio século desde o fim da era Apollo.
Um Salto Histórico na Diversidade
Diferente das missões do século passado, a Artemis II reflete o mundo atual. A tripulação de quatro veteranos carrega marcos simbólicos:
- Christina Koch: A primeira mulher a viajar para a Lua.
- Victor Glover: O primeiro homem negro em uma missão lunar.
- Jeremy Hansen: O primeiro canadense a deixar a órbita terrestre.
- Reid Wiseman: O comandante que lidera esta jornada de 10 dias.
O Momento Crítico: O Lado Oculto
Amanhã, segunda-feira (6), a missão atingirá seu ponto mais emocionante. A Orion realizará um sobrevoo (flyby) pela face oculta da Lua. Durante esse período, a tripulação ficará temporariamente sem comunicação com a Terra, confiando inteiramente nos sistemas automatizados e na própria perícia para usar a gravidade lunar como um "estilingue" de volta para casa.
A nave deve atingir uma distância recorde de 406.773 km da Terra, superando a marca estabelecida pela lendária missão Apollo 13.
Por que não pousamos agora?
Muitos se perguntam por que a Artemis II apenas "dá a volta" na Lua sem pousar. A resposta é técnica: segurança. Esta missão é o teste final de estresse para os sistemas de suporte de vida, comunicação e manobra manual da Orion com humanos a bordo.
O sucesso desta etapa é o "sinal verde" necessário para a Artemis III, prevista para os próximos anos, que finalmente levará botas humanas de volta ao solo lunar, especificamente ao Polo Sul, onde há gelo e potencial para sustentação de vida a longo prazo.
Como acompanhar?
O retorno da tripulação está previsto para o dia 10 de abril, com um mergulho (splashdown) controlado no Oceano Pacífico. A NASA mantém uma transmissão em tempo real através do simulador Artemis Real-time Orbit Retracement (ACORE), onde é possível ver a telemetria exata da nave.